Boa noite fria!
Ouvindo o som espacial de guitarras de "Clive Wright", "Hammock", Harold Budd" e outros no programa 911 do site Hearts of Space (www.hos.com), com música New Age e adjacencias.
Música climática e tranquila, que é o que eu curto, principalmente 'a noite.
Tranquilidade e paz. Que maravilha é quando nosso interior, nossa alma está plena de paz e harmonia.
É, mas nem sempre é assim, não é mesmo!
Às vezes, sentimos raiva, temos momentos de fúria, ou seja, somos agressivos, violentos e enfrentamos o que nos aparece. E às vezes, muitas vezes aliás, temos mêdo, fugimos ou nos escondemos.
E curiosamente, em algumas ocasiões esse mêdo aparece fantasiado de raiva, de agressividade. Que curioso hein!!
Sim, temos essa dualidade de sentimentos básicos, extremos. Acho que é nosso instinto de sobrevivência, uma força motivadora essencial para podermos viver o maior tempo possível. Ele nos dá força interior e energia para seguir adiante, coragem e persistencia para superar os obstáculos do caminho. Conforme ganhamos inteligência e conhecimento, essa mesma força nos estimula a procurar por soluções mais seguras, controladas, mais permanentes e até mais confortáveis.
Com o tempo vamos desenvolvendo capacidade de organização, planejamento e de criação, de engenharia. Mas, ao mesmo tempo que conseguimos realizar as coisas que buscamos para nosso conforto, nossa segurança e nosso deleite, aparece o outro lado da moeda: o mêdo de perder tudo.
É a mesma moeda e seus dois lados: a força para lutar, construir, criar, controlar e possuir e o mêdo de perder o que lhe dá conforto, abrigo, prazer e segurança.
Não há como sair desse círculo vicioso, a menos que mudemos totalmente nossa percepção do mundo, de forma que passemos a entender cada momento como sendo único e perfeito sempre.
Não importa o que dele nos aconteça. Não importa o que aconteça, estamos sempre prontos a reconstruir, a se levantar e a prosseguir no caminho rumo à luz.
Nesse ponto, onde tudo entendemos como sendo nada pessoal e sim eventos da vida que têm um propósito inteligente e que nos ajudam a sermos cada vez mais plenos, nesse ponto, estamos em harmonia com o Universo exterior e interior.
Nesse ponto, o sol continua nascendo, as guerras e os furacões acontecendo, enquanto nós prosseguimos nossa jornada rumo à luz.
A dúvida então é como chegar a esse ponto. Dizem que qualquer caminho leva até ele, mas não sem sofrimento, dor, raiva, alegrias, prazeres, mêdos e deleites.
Dizem que cada passo do caminho é o objetivo final. Em cada momento está contido o conhecimento total.
Que cada momento deve ser vivido como se fosse o último. E é! O outro já não é o mesmo.
Nossa consciência, então, deve ser desenvolvida de modo a abranger todas as nuances e características de cada momento.
Consciência é atenção plena mais conhecimento mais sabedoria. Podemos começar então pela atenção e prosseguir em seguida com os mais difíceis.
A atenção plena, dizem, vem pela meditação.
Meditemos pois. Busquemos dentro de nós a paz e nossas capacidades mais sutis e plenas.
Paz profunda
O fio da meada traz consigo o mistério de ser o início de toda a meada e quem o encontrar e tiver a coragem de puxá-lo, pode trazer para fora todo seu potencial para esta vida, provocando a sintonia final do ego com a alma. Para encontrá-lo é preciso buscar, tentar, errar, buscar novamente, até encontrar algo...
sexta-feira, 11 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Uma questão de gosto!!
Aqui novamente!! Ouvindo Steve Hackett (Voyage of the Acolyte de 1975), ex-guitarrista da fase áurea do ex grupo de rock progressivo Genesis. Eu curto bastante, mas sei que é uma questão de gosto.
Curioso, mas isso me dá uma sensação de não poder compartilhar com todos um sentimento de prazer, uma alegria sentida, ou até um júbilo na alma.
Apenas uma reflexão sobre a fragilidade do ser humano que se acha incompleto e deseja compartilhar seus prazeres, suas alegrias, mesmo seus temores com todos, mas não consegue.
No máximo, pode contar a respeito, ou pode perguntar se outro compartilha de seu gosto artístico. E arcar com as possíveis negativas e/ou críticas.
Faz parte de nosso aprendizado de que estamos sózinhos, apartados de todos, exceto de nosso interior, nosso Eu Maior, nossa alma. Em busca de nossa felicidade.
Além disso, podemos olhar para outro como alguém que busca a mesma coisa, ou seja nosso olhar pode se tornar mais compassivo, por sabermos que ele também sofre e busca uma felicidade que não sabe exatamente onde encontrar.
Esse olhar com outra percepção pode fazer com que nos tornemos mais próximos uns dos outros, pois no fundo, como já foi dito por muitos, todos somos um, somos iguais em nossas buscas, em nossas alegrias e dores.
Escrever é bom para mim, porque consigo me expressar melhor e me ajuda a descobrir mais coisas em mim. Eu tenho mais tempo de refletir e de melhorar a mensagem passada para mim e para o outro. Essa é, eu acho, uma atividade muito importante nesse mundo em que a telepatia ainda não é "muito utilizada".
No fundo, vivemos fazendo isso, passando mensagens/sentimentos de amor/ódio para os outros.
O máximo de contato e troca que fazemos com o outro é o sexo, onde experimentamos algo único e transcendental. É uma experiência que buscamos repetir muitas vezes, fazendo sexo ou de outros formas, com drogas, criando arte, ou participando de experiências vivenciais sempre profundas.
O que desejamos é transcender nossos limites corporais, fundir-nos no outro ou no universo, talvez nos transformar em energia. Talvez nos preparando para o que vem depois da morte.
Por falar nisso, ontem assisti ao filme "Encontro Marcado" do Martin Brest e com Anthony Hopkins, Claire Forlane e Brad Pit (no papel da Morte). Tinha me esquecido de quão bom este filme é. Muito sensível, romântico e reflexivo.
Completamente recomendável, mas já antevendo a reação de alguns, é claro que é uma questão de gosto.
Como tudo e como nada!
Fico por aqui.
Ao som do, ainda muito bom, Steve Hackett (Shadow of the Hierophant), desejo-lhe muito amor, muita paz e felicidade nesta vida.
Curioso, mas isso me dá uma sensação de não poder compartilhar com todos um sentimento de prazer, uma alegria sentida, ou até um júbilo na alma.
Apenas uma reflexão sobre a fragilidade do ser humano que se acha incompleto e deseja compartilhar seus prazeres, suas alegrias, mesmo seus temores com todos, mas não consegue.
No máximo, pode contar a respeito, ou pode perguntar se outro compartilha de seu gosto artístico. E arcar com as possíveis negativas e/ou críticas.
Faz parte de nosso aprendizado de que estamos sózinhos, apartados de todos, exceto de nosso interior, nosso Eu Maior, nossa alma. Em busca de nossa felicidade.
Além disso, podemos olhar para outro como alguém que busca a mesma coisa, ou seja nosso olhar pode se tornar mais compassivo, por sabermos que ele também sofre e busca uma felicidade que não sabe exatamente onde encontrar.
Esse olhar com outra percepção pode fazer com que nos tornemos mais próximos uns dos outros, pois no fundo, como já foi dito por muitos, todos somos um, somos iguais em nossas buscas, em nossas alegrias e dores.
Escrever é bom para mim, porque consigo me expressar melhor e me ajuda a descobrir mais coisas em mim. Eu tenho mais tempo de refletir e de melhorar a mensagem passada para mim e para o outro. Essa é, eu acho, uma atividade muito importante nesse mundo em que a telepatia ainda não é "muito utilizada".
No fundo, vivemos fazendo isso, passando mensagens/sentimentos de amor/ódio para os outros.
O máximo de contato e troca que fazemos com o outro é o sexo, onde experimentamos algo único e transcendental. É uma experiência que buscamos repetir muitas vezes, fazendo sexo ou de outros formas, com drogas, criando arte, ou participando de experiências vivenciais sempre profundas.
O que desejamos é transcender nossos limites corporais, fundir-nos no outro ou no universo, talvez nos transformar em energia. Talvez nos preparando para o que vem depois da morte.
Por falar nisso, ontem assisti ao filme "Encontro Marcado" do Martin Brest e com Anthony Hopkins, Claire Forlane e Brad Pit (no papel da Morte). Tinha me esquecido de quão bom este filme é. Muito sensível, romântico e reflexivo.
Completamente recomendável, mas já antevendo a reação de alguns, é claro que é uma questão de gosto.
Como tudo e como nada!
Fico por aqui.
Ao som do, ainda muito bom, Steve Hackett (Shadow of the Hierophant), desejo-lhe muito amor, muita paz e felicidade nesta vida.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Com o passar do tempo...
19/04/2010
Enquanto escuto "Broken Social Scene", um conjunto canadense super cultuado e super desconhecido (obrigado Internet), a tarde se alonga no seu curso rumo à noite. Hoje tenho aula de Yoga, mas não sei se irei. Nunca sei ao certo o que farei em seguida!!!
Escrevo novamente, depois de um longo e tenebroso período. Muitas coisas ocorreram de 2008 até agora. Não posso explicar minha hesitação em escrever a não ser pela força da preguiça, da inércia.
Houve muito a ser dito, muito a ser refletido, mas o primeiro passo é sempre muito difícil para mim. Talvez o segundo e o terceiro sejam até piores. De fato, este é uma característica minha com a qual eu luto um pouco há algum tempo.
Meu momento atual é de aceitação, de vasculhar meus meandros interiores e de encontrar características indesejáveis, como a já citada, e passá-las para lista de aceitas e incorporadas no meu consciente.
Tenho lido, escutado, discutido e assimilado que a aceitação de todas as partes de meu ser interior é muito importante para minha evolução como ser humano, sendo parte de um processo maior conhecido como auto-transformação.
Tenho estado nessa busca há já algum tempo, passando por um caminho e outro. Nada ainda me satisfez completamente, mas, agora penso, que talvez a completude não seja um conceito por nós seres humanos nesta terra, neste planeta, nesta vida, nestas encarnações.
Algumas outras portas me foram abertas e eu agradeço aos céus por isso, por ter tido consciência delas e por ter tido a iniciativa de abri-las.
Essa busca e a do conhecimento nas habilidades artísticas têm me tomado tempo, dedicação e energia nesses últimos tempos. Estou gostando e me sentindo bem.
Recomeço o texto, pois saí para uma aula de Yoga. A propósito devo dizer que gosto do que experimento durante uma aula de Yoga. Gosto de seus objetivos e de sua abordagem mais lenta, mais profunda e meditativa.
Saí do CPqD em maio de 2009 e foi em forma de ruptura, de surpresa, de cima para baixo. Mesmo eu estando esperando e até desejando, quando aconteceu foi de repente, mas não muito sofrido. Para mim foi suave e quase indolor. Falo isso com a memória que tenho de um ano atrás. Senti mais pelo meu gerente do que por mim mesmo. Ele não estava confortável, mas quem estaria!!? Eu consegui sair bem, enquanto outros nem tanto.
Ao sair, fui curtindo o primeiro momento de liberdade e flexibilidade, como nas férias. Em seguida, após me ocupar dos tramites burocráticos e financeiros, comecei a me interessar pelo o que eu iria fazer dali em diante.
Desde há muito que pensava em me afastar definitivamente do meu perfil de engenheiro e seguir em direção ao meu lado mais sensível, artístico e espiritual.
Estou, então dando meus primeiros passos, engatinhando rumo à minha transformação maior. Sinto que é por aí mesmo o meu caminho.
Agradeço ao Universo por poder estar aqui agora, com essas pessoas ao meu lado me acompanhando e nestas condições físicas, materiais, psicológicas, emocionais e espirituais.
Vou seguindo meu caminho, em busca da felicidade plena.
Paz profunda a todos.
domingo, 10 de agosto de 2008
Uma pedrinha jogada nas águas calmas
Já faz muito tempo desde a última vez em que aqui estive. Apenas uma constatação e um fato, não uma reflexão. Muitas idéias ficaram para trás. talvez um dia, cada uma delas ressurja. Quem sabe!?
Estou ouvindo Dead Can Dance (DCD), brilhante banda dos anos 80 que ajudou a formar o caminho do estilo World Music. Com muita criatividade, coragem e competência. Tudo culminado em absoluta e profunda beleza.
As águas calmas são os momentos que vivem nossa família nos últimos meses, desde a morte da Dolly, nossa cadela mais querida.
É incrível como nós, seres humanos, buscamos construir à nossa volta, lugares onde se viva com tranquilidade, paz e amor. Buscamos também situações e relacionamentos que nos tragam alegria, felicidade, amor e segurança. Com o tempo e a habilidade adquirida chega-se em situações quase ideais, que na maioria das vezes estão refletidas no lar, no grupo de amigos e com sorte (ou alguma outra coisa) no trabalho.
Quando chegamos em uma situação de paz, prazer e uma leve excitação, não queremos mais sair dela. É muito confortável, maravilhosa. Por que quereríamos sair, ir para o desconforto, a tensão, o estresse, a raiva, os desafios enfim.
Por outro lado, parece que não criamos ou conquistamos muitas coisas de valor numa situação de tranquilidade e conforto muito grande. parece ser uma situação em que as coisas vão se tornando velhas e estagnadas, onde não há muito lugar para o novo, o desafiador e o criativo. Será mesmo!!!?
É uma idéia a se aprofundar, a se explorar com cuidado e coragem.
Bom, mas voltando ao tema, a pedrinha é o novo membro de nossa família. Nossa, algo novo. Isso pode ser muito perigoso e estressante. Pode ser desafiador. Quem é ele?
Bela (seu nome), é uma cadelinha (miniatura) Teckel (como a Maíra não gosta muito de escutar) ou Salsicha, para todos entenderem.
Chegou com 50 dias de vida e com um tamanho físico (20 cm) que não diz muito ou absolutamente nada sobre sua energia de vida, seu ímpeto pelo novo, seu espírito curioso, irriquieto e desejoso de todas as atenções, todos os afetos e todas as meias e tênis também.
Com um temperamento de cachorro líder, tende a ser dominador e manipulador das atenções, na tentativa de obter a satisfação de todas as suas carências e desejos. Nossa parece um ser humano.
É preciso lidar com cuidado nesse início de convivência, caso contrário ela se tornará o líder da casa toda, um monstro egoísta e faminto de tudo e todos. (Nossa, parece o ser humano). Um pouco (ou muito) de indiferença é bastante saudável neste caso. Uma boa dose de paciência, firmeza e falta de pena, também.
Mas, mesmo o mais paciente e o mais firme não deve mudar muito seu temperamento, que vai permanecer tal como é e vivenciar sua vida com as experiências de seu dia-a-dia.
Estas a levarão ao seu destino canino, que é alegrar seus donos e torná-los mais suaves e de bem com a vida, se estes dela cuidarem com carinho, respeito, disciplina e firmeza.
Confesso que é uma tarefa árdua para mim. Algumas vezes penso em desistir dela, devolve-la, para não precisar sair da minha vida segura, bem organizada, agradável, previsível e, eventualmente, morna e tranquila demais. Estagnada! Talvez não ainda. Mas, passiva e meio sem graça, talvez. Como isso é possível quando se tem tudo?
Parece que o mais gostoso que a vida pode nos oferecer, só acontece com esforço, suor e, eventualmente, lágrimas.
Só através de desafios e obstáculos, conseguimos acessar nossas profundezas e encontrar nossas melhores qualidades, a criatividade, o amor verdadeiro (incondicional) e a força de vontade para viver mais um dia de coisas novas para apreciar, aprender ou desenvolver.
Quanto mais nos aprofundamos em nosso íntimo, mais próximos estamos de nossa parte divina, onde todas as dúvidas e medos deixam de existir e tudo se esclarece.
Às vezes um filhote, humano ou não, carregando toda aquela energia vital de quem tem tudo a aprender e para quem tudo é novidade, bonito e desafiante, pode nos mostrar como as coisas são de fato. Longe de nossas máscaras e filtros de sobrevivência.
Os filhotes ainda estão mais próximos do lado de Lá e mantém sua pureza de intenções e um contato muito forte com seu íntimo. Para eles não existem ainda os medos, as preocupações, nem os preconceitos.
Durante toda nossa vida, por mais que soframos, caiamos ou nos desviamos de nosso íntimo, sempre mantemos um pequeno vínculo, uma pequena conexão com este. De modo que, vez por outra, com esta ou aquela experiência (com os filhotes, por exemplo), entramos em contato mais diretamente com nossa parte mais pura.
Por isso, nos alegramos tanto, gostamos tanto e queremos guardar aqueles momentos para sempre.
Mas, os momentos são apenas isso, instantes fugidios de tempo. O máximo que podemos fazer é vive-los intensamente,buscando nos aprofunadar nas qualidades mais puras de nosso íntimo.
Seja bem vinda Belinha. Sua presença veio para sacudir e colorir um pouco mais a existência de minha família.
Beijos e paz profundos a todos.
domingo, 20 de abril de 2008
A inocência e a pureza da vida
Campinas, 20 de abril de 2008, 10:38hs

Hoje, ao som progressivo (Shadowland) de Glass Hammer, gostaria de falar um pouco de uma experiência que, para mim, é muito gratificante. Uma das mais gratificantes que já experimentei.
É o cinema. Ir ao cinema. Assistir a um filme, mas não qualquer um. É um daqueles que, de vez em quando, e só de vez em quando mesmo, você tem o prazer de assistir ou experienciá-lo de maneira plena.
Ele te pega emocionalmente em vários aspectos. Durante, mais ou menos, duas horas você se envolve ou se deixa envolver, de forma intensa e vive a estória. Entra na pele do personágem ou experimenta as emoções que ele está vivendo, participa ativamente.
Se você se deixar levar e o filme for daqueles especiais, o mundo à sua volta desaparece. Sua realidade muda quase que completamente e você pode ter sentimentos e emoções que há muito não sentia. E isso pode ser muito gratificante. Para mim é.
No meu caso, um desses tipos de filme especiais é o desenho animado. Não todos infelizmente, mas especialmente alguns me pegam de uma forma intensa e muito gostosa.
Posso citar alguns que me lembro agora: Ratatouille, Nemo, Madagascar, Monstros SA, Era do Gelo, Sem Floresta, Cinderela, Bambi, Pinochio, etc.
Os desenhos têm uma característica muito especial que, me parece ser aquela que o transforma em uma experiência mais gratificante do que os outros tipos de filme.
Ele é feito especialmente para as crianças. E, hoje em dia especialmente, para os adultos que acompanham as crianças no cinema. Por isso, são muito bem produzidos e realizados com todo o carinho e cuidados possíveis.
Há um tipo de desenho em que se busca especialmente recriar as dimensões mais essenciais do universo infantil, ou seja, a alegria, a imaginação, a pureza e a inocência.
Quando o desenho consegue no seu roteiro, capturar bem essas dimensões da infância, se torna para mim uma experiência incomparável.
De repente, tenho vontade rir, de chorar, de aplaudir e de vivenciar aquelas aventuras junto com os personagens. É uma coisa muito louca mesmo. E muito legal.
Mas, como eu ainda sou meio bobinho, só me permito externar risos e aplausos. Choros são contidos. Mas, essa é uma outra estória, para uma outra comunicação.
Um dos melhores programas para mim é ir a um desses filmes especiais, desenhos ou comédias de preferência, junto com pessoas que eu amo.
E ontem, sábado, foi um desses dias especiais em que isso aconteceu. Fomos, eu, Eneida e Maíra (com acento!!) ao Iguatemí (pq quem aguenta o D.Pedro) assistir a um desses desenhos maravilhosos, "Horton e o mundo dos Quem!?".
Não gostaria de criar espectativas em vocês, mas agora já era. Eu gostei e muito. Me divertí bastante, com a estória, seus personágens, com a música e com as crianças à minha volta.
Novamente, rí bastante, me emocionei, quiz aplaudir e chorar no final. Foi muito legal.
Logo que entramos na sala, vimos que estava vazia, não havia ninguém ainda. Mas, aos poucos foram chegando os pais (alguns sem) e seus filhos, em geral pequenos.
Pode haver uma preocupação em se o barulho das crianças (grandes e pequenas) vai atrapalhar durante o filme, mas se você não "encanar", a coisa fica mais leve e pode-se até se divertir com eles e suas manifestações.
E foi o que aconteceu neste caso. Logo nas primeiras duas ou tres cenas com o elefante Horton, acontecem cenas engraçadas e as crianças já começam a se divertir.
Uma delas em especial, logo atrás de onde eu estava deu uma gargalhada tão gostosa e sonora que me colocou direto no clima da estória. Foi muito autêntica, sem controles ou máscaras. Foi pura e inocente. E isso me pega em cheio.
Quando consigo entrar em contato com essa dimensão da vida em mim mesmo, sou o ser mais feliz do mundo. E é possível sempre que quizermos, por que está alí ao nosso alcance para o nosso deleite. faz parte de nossa natureza, do nosso ser.
E não precisa ser diferente, mesmo com uma martelada no seu dedo.
Como dizia o outro: a vida é bela.
abraços e beijos aos queridos,

Hoje, ao som progressivo (Shadowland) de Glass Hammer, gostaria de falar um pouco de uma experiência que, para mim, é muito gratificante. Uma das mais gratificantes que já experimentei.
É o cinema. Ir ao cinema. Assistir a um filme, mas não qualquer um. É um daqueles que, de vez em quando, e só de vez em quando mesmo, você tem o prazer de assistir ou experienciá-lo de maneira plena.
Ele te pega emocionalmente em vários aspectos. Durante, mais ou menos, duas horas você se envolve ou se deixa envolver, de forma intensa e vive a estória. Entra na pele do personágem ou experimenta as emoções que ele está vivendo, participa ativamente.
Se você se deixar levar e o filme for daqueles especiais, o mundo à sua volta desaparece. Sua realidade muda quase que completamente e você pode ter sentimentos e emoções que há muito não sentia. E isso pode ser muito gratificante. Para mim é.
No meu caso, um desses tipos de filme especiais é o desenho animado. Não todos infelizmente, mas especialmente alguns me pegam de uma forma intensa e muito gostosa.
Posso citar alguns que me lembro agora: Ratatouille, Nemo, Madagascar, Monstros SA, Era do Gelo, Sem Floresta, Cinderela, Bambi, Pinochio, etc.
Os desenhos têm uma característica muito especial que, me parece ser aquela que o transforma em uma experiência mais gratificante do que os outros tipos de filme.
Ele é feito especialmente para as crianças. E, hoje em dia especialmente, para os adultos que acompanham as crianças no cinema. Por isso, são muito bem produzidos e realizados com todo o carinho e cuidados possíveis.
Há um tipo de desenho em que se busca especialmente recriar as dimensões mais essenciais do universo infantil, ou seja, a alegria, a imaginação, a pureza e a inocência.
Quando o desenho consegue no seu roteiro, capturar bem essas dimensões da infância, se torna para mim uma experiência incomparável.
De repente, tenho vontade rir, de chorar, de aplaudir e de vivenciar aquelas aventuras junto com os personagens. É uma coisa muito louca mesmo. E muito legal.
Mas, como eu ainda sou meio bobinho, só me permito externar risos e aplausos. Choros são contidos. Mas, essa é uma outra estória, para uma outra comunicação.
Um dos melhores programas para mim é ir a um desses filmes especiais, desenhos ou comédias de preferência, junto com pessoas que eu amo.
E ontem, sábado, foi um desses dias especiais em que isso aconteceu. Fomos, eu, Eneida e Maíra (com acento!!) ao Iguatemí (pq quem aguenta o D.Pedro) assistir a um desses desenhos maravilhosos, "Horton e o mundo dos Quem!?".
Não gostaria de criar espectativas em vocês, mas agora já era. Eu gostei e muito. Me divertí bastante, com a estória, seus personágens, com a música e com as crianças à minha volta.
Novamente, rí bastante, me emocionei, quiz aplaudir e chorar no final. Foi muito legal.
Logo que entramos na sala, vimos que estava vazia, não havia ninguém ainda. Mas, aos poucos foram chegando os pais (alguns sem) e seus filhos, em geral pequenos.
Pode haver uma preocupação em se o barulho das crianças (grandes e pequenas) vai atrapalhar durante o filme, mas se você não "encanar", a coisa fica mais leve e pode-se até se divertir com eles e suas manifestações.
E foi o que aconteceu neste caso. Logo nas primeiras duas ou tres cenas com o elefante Horton, acontecem cenas engraçadas e as crianças já começam a se divertir.
Uma delas em especial, logo atrás de onde eu estava deu uma gargalhada tão gostosa e sonora que me colocou direto no clima da estória. Foi muito autêntica, sem controles ou máscaras. Foi pura e inocente. E isso me pega em cheio.
Quando consigo entrar em contato com essa dimensão da vida em mim mesmo, sou o ser mais feliz do mundo. E é possível sempre que quizermos, por que está alí ao nosso alcance para o nosso deleite. faz parte de nossa natureza, do nosso ser.
E não precisa ser diferente, mesmo com uma martelada no seu dedo.
Como dizia o outro: a vida é bela.
abraços e beijos aos queridos,
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O primeiro e último suspiro
Campinas, casa, 03 de abril de 2008, 21:14hs
Como sempre ouvindo algo suave e, possivelmente, inspirador. Trata-se do album Drop de Dwight Ashley & Tim Story.
Não só a música inspira, mas nós também podemos e devemos inspirar, senão morremos (desculpem o trocadilho!). O verbo é o mesmo, o significado é outro.
Em princípio, ou em última análise, enquanto respiramos estamos vivos. Ou, de outra forma, quando respiramos, vivemos. O respirar, um ato voluntário, mas nem tanto, nos acompanha do princípio ao nosso fim (ou transição como querem alguns, eu incluso!).
Nossa respiração tem uma forte ligação com o momento que vivemos. O inspirar e o expirar estão conectados com nosso momento presente sempre. Seja através de seu rítmo, sua intensidade ou seu modo de acontecer.
Isso é um fato muito curioso e informativo, pois um evento aparentemente banal, simples, repetitivo e quase desapercebido, tem uma influência e uma importância tão grande em nosso ato de viver cada momento.
Isso é uma verdade incontestável e pode ser verificada na prática por qualquer um. Não precisa ser cientista.
Nosso estado de espírito, nosso humor, nosso estado emocional ou psicológico estão refletidos em nosso modo de respirar. E vice-versa.
Senão vejamos:
Dar a devida atenção à nossa respiração, exercitá-la de forma saudável e de acordo com ensinamentos ancestrais é muito importante e saudável para melhorar a qualidade de nossas vidas e de nosso ser.
Claro que não queremos ficar neuróticos pensando nisso a todo minuto, nem estressados por não sabermos se estamos fazendo direito ou não. Aliás esse é um outro assunto que merece algumas palavras algum dia: ser autênticos e naturais vai contra busca do auto-apefeiçoamento e a disciplina necessária?
Diz a Tradição Mística que a respiração traz para o nosso interior mais do que "apenas" os componentes químicos essenciais para nossas vidas. Quando respiramos, também absorvemos uma forma de energia (Prana, Chi, Nous, etc) de frequência alta o suficiente para não ser detectada e que atua em nossos "chacras", nossos centros nervosos, além de nos fornece mais "força vital" para nossas células. Sem ela e apenas com os componentes químicos (oxigênio, hidrogênio, etc) não há manutenção da vida, diz a Tradição. A Ciência não reconhece, mas está chegando perto.
A Yoga, o Budismo, o Rosacrucionismo, a Teosofia e outros sistemas filosóficos mais Tradicionais, todos são unânimes em dizer que a respiração é muito importante para a nossa qualidade de vida. E cada um dêles tem seus próprios exercícios e procedimentos para melhorar ou otimizar nosso rítmo respiratório, de acordo com nossos objetivos.
Portanto, o ato de respirar é muito mais importante do que imaginamos e não pode ser negligenciado ou esquecido. Ao contrário, devemos dar-lhe mais atenção e mais respeito, como o resto de nosso corpo. Da mesma forma que nos exercitamos para nos mantermos saudável, nos alimentamos bem e mantemos nossa higiene, devemos também exercitar nossa boa respiração para ajudar em nossos momentos vividos.
A "boa" respiração, em muitos casos, é aquela que traz mais calma, mais suavidade, mais atenção, mais foco em nossas vidas e nos leva mais para o nosso centro.
Diz a Tradição. E eu também!
abraços fraternos e paz profunda,

Como sempre ouvindo algo suave e, possivelmente, inspirador. Trata-se do album Drop de Dwight Ashley & Tim Story.
Não só a música inspira, mas nós também podemos e devemos inspirar, senão morremos (desculpem o trocadilho!). O verbo é o mesmo, o significado é outro.
Em princípio, ou em última análise, enquanto respiramos estamos vivos. Ou, de outra forma, quando respiramos, vivemos. O respirar, um ato voluntário, mas nem tanto, nos acompanha do princípio ao nosso fim (ou transição como querem alguns, eu incluso!).
Nossa respiração tem uma forte ligação com o momento que vivemos. O inspirar e o expirar estão conectados com nosso momento presente sempre. Seja através de seu rítmo, sua intensidade ou seu modo de acontecer.
Isso é um fato muito curioso e informativo, pois um evento aparentemente banal, simples, repetitivo e quase desapercebido, tem uma influência e uma importância tão grande em nosso ato de viver cada momento.
Isso é uma verdade incontestável e pode ser verificada na prática por qualquer um. Não precisa ser cientista.
Nosso estado de espírito, nosso humor, nosso estado emocional ou psicológico estão refletidos em nosso modo de respirar. E vice-versa.
Senão vejamos:
- Quando estamos agitados, nervosos, com raiva, com mêdo, sendo violentos, grosseiros, com enorme sofrimento ou intenso prazer, nossa respiração costuma ser curta e entrecortada, ou muito frequente. É também a respiração da luta ou da fuga. Aqui, as palavras chave parecem ser "intensidade" ou "rapidez."
- Por outro lado, quando estamos tranquilos, calmos, pacíficos, gentis, delicados, sem grandes mêdos, desejos ou preocupações, nossa respiração torna-se mais suave e longa, ou pouco frequente. É também a respiração dos estados reflexivos ou meditativos. Aqui, as palavras chave parecem ser "suavidade" e "atenção".
Dar a devida atenção à nossa respiração, exercitá-la de forma saudável e de acordo com ensinamentos ancestrais é muito importante e saudável para melhorar a qualidade de nossas vidas e de nosso ser.
Claro que não queremos ficar neuróticos pensando nisso a todo minuto, nem estressados por não sabermos se estamos fazendo direito ou não. Aliás esse é um outro assunto que merece algumas palavras algum dia: ser autênticos e naturais vai contra busca do auto-apefeiçoamento e a disciplina necessária?
Diz a Tradição Mística que a respiração traz para o nosso interior mais do que "apenas" os componentes químicos essenciais para nossas vidas. Quando respiramos, também absorvemos uma forma de energia (Prana, Chi, Nous, etc) de frequência alta o suficiente para não ser detectada e que atua em nossos "chacras", nossos centros nervosos, além de nos fornece mais "força vital" para nossas células. Sem ela e apenas com os componentes químicos (oxigênio, hidrogênio, etc) não há manutenção da vida, diz a Tradição. A Ciência não reconhece, mas está chegando perto.
A Yoga, o Budismo, o Rosacrucionismo, a Teosofia e outros sistemas filosóficos mais Tradicionais, todos são unânimes em dizer que a respiração é muito importante para a nossa qualidade de vida. E cada um dêles tem seus próprios exercícios e procedimentos para melhorar ou otimizar nosso rítmo respiratório, de acordo com nossos objetivos.
Portanto, o ato de respirar é muito mais importante do que imaginamos e não pode ser negligenciado ou esquecido. Ao contrário, devemos dar-lhe mais atenção e mais respeito, como o resto de nosso corpo. Da mesma forma que nos exercitamos para nos mantermos saudável, nos alimentamos bem e mantemos nossa higiene, devemos também exercitar nossa boa respiração para ajudar em nossos momentos vividos.
A "boa" respiração, em muitos casos, é aquela que traz mais calma, mais suavidade, mais atenção, mais foco em nossas vidas e nos leva mais para o nosso centro.
Diz a Tradição. E eu também!
abraços fraternos e paz profunda,

domingo, 2 de março de 2008
Férias e retornos

02 de março de 2008
Escutando um pouco de música eletrônica espacial. Nesse caso, Steve Roach é um mestre e seu Space&Time é um bom exemplo.
Estive de férias por 20 dias e voltei no fim de fevereiro. Foi um período muito bom, de tranquilidade, relaxamento e viagens. Exteriores e interiores.
A cada novas férias sinto mais vontade de ficar e não voltar mais para o trabalho. É um fato inegável.
A vida sem compromissos, responsabilidades, desafios, imposições e ou incertezas parece ser mais fácil e agradável. Pois é, mas será que é mesmo!?
Por outro lado, quando se faz o mesmo tipo de trabalho por anos a fio, o cansaço ou o desânimo vem mesmo. Principalmente se este não acontece da maneira esperada ou imaginada pelo sujeito. Muitas coisas podem dar errado e ou piorarem com o tempo.
No entanto, quando a pessoa gosta muito do que faz, se sente útil e recompensada por seus pensamentos, idéias e ações, parece que tudo isso tende a ser minimizado e a volta ao trabalho é até ansiada algumas vezes.
Isso acontece muito com as pessoas que são idealistas, artistas ou que lidam com a saúde das outras pessoas. Estes podem sentir prazer e realização com o que estão fazendo ou criando. Isso acontece com alguns artistas, cientistas, ou médicos, psicólogos e professores.
Mas esse comportamento também ocorre com aquele que não sabe o que fazer com o tempo livre. Não consegue fazer outra coisa a não ser trabalhar, por isso anseia voltar logo ao trabalho também. Mas não porque goste dêle e sim porque depende dêle para se manter ocupado e "saudável".
De fato, pensando bem parece as transições são mais marcantes do que os períodos mais estáveis e duradouros. Quando se passa de um tipo de tarefa ou atuação para outra completamente diferente, cria-se uma espectativa ou uma antecipação de como é que as coisas transcorrerão na nova atividade.
Será que será bom? Será que serei capaz? Será que terei tempo suficiente para realizá-la a contento?
São muitas as perguntas que são geradas em nossas mentes. Se nós a deixarmos tomar conta de nossas ações, tendemos a cair num estado de nervosismo, de insegurança, que pode se transformar em estresse.
Quando as transições são rápidas no tempo ou quando as atividades não são tão diferentes assim, esse estado de desequilíbrio é fraco e passa rápido. Em caso contrário, as coisas podem ficar bastantes ruins e levar a pessoa a se desequilibrar de modo profundo e duradouro.
De fato, o desequilíbrio acontece basicamente porque imaginamos como poderá ser nossa experiência no futuro, antes de ocorrer. Criamos algo que não existe ainda. Essa criação nos perturba e não nos deixa em paz, ou seja não sai de nossas mentes.
Nossas mentes nos perturbam quando deixamos que elas nos controlem. Os pensamentos vêm e vão, como folhas ao vento ou como as nuvens num céu tempestuoso.
São incontroláveis. Mas, podemos não ligar para eles, não lhes dar crédito ou não julgá-los.
Podemos apenas observá-los sem deixá-los nos perturbar ou influenciar.
Se conseguirmos nos desligar de nossas mentes de vez em quando, principalmente nestas ocasiões tempestuosas, estaremos mais presentes e fortes no momento para vivenciá-lo plenamente.
Quando conseguimos viver plenamente um momento, não deixamos muita margem de ação para nossa mente. Agimos espontaneamente e seguimos nosso caminho na vida, seja ele qual for.
As férias são muito boas, mas podem ser tediosas. Depende de nós e de nossa mente.
O trabalho pode ser prazeiroso, realizador ou, ao menos satisfatório. Por outro lado pode ser tedioso e estressante. Um verdadeiro pesadelo. Depende também de nossa postura interior e do modo como vivemos nossos momentos e de quanta importância damos aos pensamentos que trafegam em nossas mentes.
Fiquemos em paz em nossos corações, nosso sentir, nossa intuição e nosso espírito.
O que importa é ser AGORA!
Abraços carinhosos e paz profunda!
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