No embalo inspirado e místico de Aeoliah, com seu álbum "Majesty", inicio este novo ano (2014) nesta nova-velha vida.
Toda passagem de ano nos faz refletir sobre vários temas importantes. O que fizemos, o que vamos fazer, planejamentos profissionais, de aquisição de bens, resoluções sérias e firmes, etc.
Vou refletir um pouco aqui sobre os rituais e seu valor para mim.
Como se sabe, os rituais existem na vida humana desde de seus primórdios e estão ligados a religiões, a culturas e a associações místico-filosóficas, grupos militares, políticos, dentre outras instituições.
Existem rituais de passagem de uma estação do ano para outra, de um período na vida para outro, de apreciação de um ídolo ou deus, de fertilidade, de crescimento, de celebração de vitórias, de lamentação de derrotas, de lamentação de perdas, de júbilo pelo casamento, etc.
Desde que o Homem, pela primeira vez, olhou para o céu noturno estrelado e viu o que todos podemos ver ainda hoje, começou a sentir algo profundo, misterioso, começou a se sentir inserido na imensidão do universo. Mesmo sem entender.
Desde que começou a ver o valor da alimentação, da companhia dos outros e do refúgio seguro em suas vidas, o homem começou a ter necessidade de celebrar e repetir certos comportamentos para reviver as emoções sentidas e passá-los aos outros.
Por que o ser humano é tão conectado assim aos rituais!? Qual é sua força, seu valor?
O mais importante é notar que cada ritual contém e pretende transmitir um significado, um princípio e um mistério envolvidos em sua ideia.
Seu princípio e significados mais mundanos nos fazem pensar, interiorizar e tomar resoluções sérias e firmes e até nos transformar. Mas é o mistério envolvido que pode causar o maior efeito, porque nos cria uma dúvida em nossa compreensão e pode fazer com que nos curvemos e o reverenciemos.
Sim, por que como todo mistério que se preze, ele é inalcançável (por enquanto, pelo menos!) pela intelectualidade, pela racionalidade humanas. E isto nos faz menores, humildes.
Nós nos curvamos para aquilo que não conhecemos totalmente. O orgulhoso ser humano, que acha que tudo sabe, de repente, se vê nas garras do misterioso.
E o Mistério, o insondável, o inexplicável é maior do que nosso Ego, maior do que nós. Essa é uma ideia muito importante para continuarmos nossa jornada com o devido respeito e consideração pelo que é maior do que nós, pelo misterioso.
Muito importante para nos manter humildes, receptivos, atentos e conectados com os sentimentos e a sacralidade desse mistério.
Há algo Maior, mais importante do que o Ego, simbolizado pelo mistério nos rituais. Sem dúvida que há! Caso contrário, saberíamos por que estamos aqui.
O ritual ainda tem valor e significado para o ser humano enquanto a ideia que representa ou simboliza não estiver banalizada. Ou seja, enquanto o cinismo e a ironia humanas ainda não a tiver corrompido.
A banalização de tudo tira a reverência, o mistério e a profundidade da vida. E ai, achamos que somos maiores do que tudo. Ledo engano sempre.
Por isso, a atenção à intenção, ao seu interior, a disciplina para manter o ritmo da respiração e o silêncio interiores são muito importantes.
Abraços fraternos e paz profunda.
O fio da meada traz consigo o mistério de ser o início de toda a meada e quem o encontrar e tiver a coragem de puxá-lo, pode trazer para fora todo seu potencial para esta vida, provocando a sintonia final do ego com a alma. Para encontrá-lo é preciso buscar, tentar, errar, buscar novamente, até encontrar algo...
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
sábado, 10 de agosto de 2013
Ela existia!
14:23hs
Som: Música eletrônica de Steve Moore (Light Echoes). Na prática é como se fosse o Tangerine Dream. Eu gosto.
Já estamos em agosto. O sol começa a nascer ligeiramente mais cedo e as temperaturas já sobem um pouco. As noites se encurtam e a vida consciente acorda mais cedo.
Os seres viventes deste mundo ao despertarem, começam a perceber novos pensamentos, sentimentos, urgências, esperanças e toda a sorte de imagens e fantasias em suas mentes. Basta existir conscientemente neste mundo para sofrer a influência desses eventos nem tão compreendidos assim.
É minha gente, mas não para Verônica. Para ela não acontecia desse modo. Por quê!? Porque ela ainda não existia nesse mundo. Não tinha este corpo, este cérebro ou esta mente com tudo o que a acompanha. Não ocupava uma parte desse espaço, não respirava nosso ar, não comia nossa comida e não tinha nossas preocupações.
Mas ela existia. Ela tinha certeza disso. Mas, onde ela estava!? Ela estava no nosso antes e no Agora dela.
De fato, ainda nem sabia que era a "possível" Verônica e que teria um pai e uma mãe. Que teria uma vida consciente com amigos, escola, trabalho, esperanças, projetos, realizações, raiva, dores, doença, sofrimento, amores, alegrias, ressentimentos, inveja, medos, certezas, orgulho, dúvidas, entusiasmo, auto-estima, Ego, paciência, confiança, fé e Paz.
Não sabia que poderia ir da miséria à riqueza, da alegria à tristeza, da expectativa à decepção, da desesperança ao amor em questão de minutos ou até mesmo segundos. Não sabia que poderia ter uma experiência espiritual tão transformadora que poderia lhe trazer a Paz e a Sabedoria totais. Não sabia que poderia sentir tanto medo que poderia até se matar.
Enfim, não sabia ainda que seu potencial mental de vida e de morte poderia ser inimaginavelmente grande, que de tão imenso era como se infinito fosse.
Não, ela ainda não sabia. Porque aqui ainda não estava.
Mas, se não estava aqui, onde estaria!? Uma pergunta válida, não é mesmo! Uma dúvida razoável. Onde ela estava, onde nós estamos, e o que ela lá fazia!? E nós!?
Essas perguntam demandam uma explicação, ou pelo menos uma profunda e perene reflexão. Nem que seja para aplacar os ânimos. Ou talvez até para realizar uma (parte) verdade. Ou a Própria, em carne e espírito.
De qualquer forma, lá estava Verônica existindo em algum lugar diferente desse e sendo algo diferente de nós. Sim e de fato, isso é verdade e verdadeiro porque nada existe em um lugar sem ter estado antes em outro (esperando). Pois nada surge do nada. Algo sempre surge (vem) de algum lugar. Ou de algum formato anterior, menos amadurecido. Nada se perde, tudo se transforma. A quantidade de energia do universo se conserva. É uma lei natural da evolução.
Assim devem funcionar as coisas do Universo, através da evolução, da tentativa e erro, da causa e do efeito, com origem, vida, crescimento, autoajustes, amadurecimento, envelhecimento, decadência e morte neste mundo. E, portanto renascimento no outro.
Estamos então aqui, neste mundo, em nossas vidas buscando evoluir, através das experiências com os outros e conosco mesmos, tentando, errando, se ajustando, amadurecendo, em direção ao outro mundo, para então, conhecer Verônica.
Beijos a todos, paz profunda e atenção plena.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Um livro...
Olá queridos amigos e colegas desta vida!
Começo esta nova postagem ao som de Bruno Sanfilippo, argentino e brilhante pianista clássico, tecladista e compositor de música Ambient. Ouço o album Subliminal de 2011.
O som, especialmente este estilo, sempre me motiva, me embala e me coloca no clima adequado para a Reflexão.
De qualquer forma, eu digo que...
Há um livro muito antigo. De fato, é um fato histórico que há um livro escrito no século V da era Cristã, mais ou menos por volta do ano 430 na região do que é hoje o Sri Lanka.
Escrito em Pali (língua indiana da época) pelo eminente erudito e monge budista indiano Buddhaghosa, o livro chama-se Visuddhimagga, o Caminho da Purificação.
Buddhaghosa foi um prolífico erudito budista, tendo escrito vários outros trabalhos na área, sendo este em especial considerado hoje como o mais importante.
Seu trabalho foi feito dentro da Doutrina Budista Theravada e é considerado o mais importante texto desta linhagem exceptuando-se as próprias escrituras do Canon Pali, o Tipitaka (que significa três cestos).
O Visuddhimagga é um compêndio ou um manual que resume e sistematiza o conhecimento da filosofia do Buddha sobre a meditação e o Caminho para o Nirvana conforme entendido e difundido entre os Antigos monges do Monastério Mahavihara no Sri Lanka. Está baseado principalmente no Sutta Rathavinita, que é parte do Sutta Pitaka, um dos três cestos do Canon.
O trabalho do autor ao realizar o Visuddhimagga foi de análise e comentários do texto do Sutta, além de estruturação num formato mais didático composto de sete partes que definem o Caminho da Purificação.
Ele foi comentado posteriormente por outros escolares budistas e veio sendo utilizado para estudo e prática pela comunidade budista (Sangha) Theravada durante os séculos até a nossa época.
Milhares de iniciantes ou avançados o leram e o estudaram até hoje, obtendo-o através de sua iniciação na tradição budista ou de um mestre individual. O livro era de difícil acesso e difícil leitura e estudo. Não é para leigos.
Mas, agora, em 2010, saiu a quarta edição revisada deste livro em inglês pela BPS (Buddhist Publication Society). E mais, ela está disponível (pdf) de graça no site (www.accesstoinsight.org).
Isto só foi possível pela dedicação de um outro monge budista, também do Sri Lanka, que em 1955 decidiu estudar mais a fundo o compêndio realizando sua tradução para o inglês. Durante seu trabalho e após comentá-lo com outros de sua Sangha, decidiu-se que seria importante sua publicação para o Ocidente.
Assim, após esmerar-se um pouco mais, em 1958 saiu a primeira edição do Visuddhimagga em inglês. A sua tradução contém várias notas de roda-pé contendo outros comentários de outros escolares budistas posteriores a Buddhaghosa.
Assim, um dos livros mais importantes da filosofia Budista e, principalmente, dos ensinamentos do Buddha, está agora em inglês e na internet, para quem quiser baixar, ler, estudar, praticar ou deletar.
A internet viabiliza, disponibiliza muita coisa, podemos dizer tudo sem perda de generalidade. Mas também, ao faze-lo, corre o risco de banalizar e de minimizar sua importância ou seu valor.
Em todo caso, é melhor ter do que não ter, é melhor ver do que não ver, é melhor conhecer do que ignorar.
É melhor aumentar nossa consciência, para melhor formarmos nossos princípios, nossos valores, nossa Ética.
Para melhor vivermos entre nós e conosco mesmos.
Viva a internet! Viva a informação!!! Aumentemos a Luz da Conscientização!!! Viva!!!!
End of storie!
Paz e amor a todos!
terça-feira, 30 de abril de 2013
Os cães latem ....
E eu noto!
À noite os sons parecem ser mais altos, intensos, perceptíveis e até preocupantes e irritantes. Só mudou o horário e os sons, na realidade, são menos intensos do que durante o dia. Há muito o que aprender ainda.
Somos seres sensíveis, às vezes demais. Nossa sensibilidade é dependente do ambiente, do horário, da temperatura, da idade e etc à parte.
Alguns fatores parecem influenciar bem mais do que outros.
Imagino que o medo seja o maior deles. Mas a raiva e seus derivados estão bem próximos, logo atrás. Não podemos nos esquecer da inveja, do ciúme, do orgulho, da luxúria e da avareza.
A seguir, mas não menos importante vem a vontade de satisfazer nossos desejos, de todos de preferência. Por último temos a busca por segurança e por conforto (físico ou emocional), bem como a preocupação com o amanhã e o ontem. Estes 3 últimos podem ser vistos como derivados dos primeiros.
O fato é que somos muito pouco estáveis emocionalmente. Estas, resultado dos estímulos externos ou internos e de nossa sensibilidade parecem estar sempre querendo se fazer aparecer. Nos jogando ora num lado ora no outro. Às vezes parecemos um frágil barquinho num oceano tempestuoso, sendo jogados à merce da sorte.
Na dependência da próxima onda e do destino (!?).
Não é uma situação muito agradável e disso eu tenho certeza por experiência própria. Mas, o que se pode fazer a respeito? Existe algo que possa ser feito?
Primeiro precisamos responder a uma pergunta internamente: eu quero que esse comportamento se modifique!?
Se houver o desejo, há a motivação, o estímulo interno em busca de uma resposta. Com humildade, disciplina e perseverança pode-se encontrar possibilidades de respostas.
Uma das possíveis respostas passa pelo "controle" da mente. Mas, afinal, é possível controlá-la, treiná-la!?
Dizem que sim. Duas fontes distintas e bem diferentes: a Ciência e a Sabedoria Antiga. Tanto a Neurociência e os outros cientistas da Mente, quanto algumas escolas de sabedoria antiga como o Budismo dizem ser possível e mais, dizem ser este um caminho para uma vida mais ....feliz, plena, florescente, etc.
O problema é que este aprendizado exige muito esforço, disciplina, repetição, atenção e perseverança. É um longo trabalho, de toda uma vida. Talvez mais.
Mas esta é sempre a trajetória para o aprendizado de uma nova habilidade mais complexa. Sabemos disso de várias maneiras. Portanto parece lógico e faz sentido.
Tudo começa com o treinamento e aperfeiçoamento da concentração e da atenção plena ao momento presente, ao que estamos sentindo e pensando em cada momento, mas sem julgar e sem se recriminar. Ao fazermos isso, nossa Consciência se expande, abrindo espaço para nossa maior compreensão e para nossa maior realização das coisas como elas são.
Quem acha que precisa de ajuda, que a busque humildemente. Quem acha que não precisa, espere chegar o seu momento.
Eu acredito muito nesse caminho e, embora ainda um ser humano quase-neandertal, busco humildemente trilhá-lo. Apenas como um ser infinitesimalmente pequeno dando seus primeiros passos para fora da lama.
Ao som do fabuloso Tetsu Inoue (Ambiant Otaku), mestre do Ambient Music, encerro por hoje desejando a todos muito amor, muita paz e Luz na Consciência.
terça-feira, 19 de março de 2013
Um certo ser humano!
Olá amigos humanos!
Ao som dos pingos da chuva e das teclas mágicas e sonhadoras de Harold Budd, inicio mais uma postagem. Noturna, quando os gatos são pardos, quando as certas aves vivem e lançam seus piados ora tristes, ora soturnos e quando nossos pensamentos e imagens mentais são mais palpáveis e, talvez, profundos e pessoais.
Em todo caso, era uma vez um certo ser humano. Apenas um ser humano. Será!!?
Segundo a tradição, não a História, ele nasceu na Índia, numa família nobre, poderosa e rica, há talvez 2500 anos atrás.
Seu nome era Siddhartha Gautama e sua família pertencia ao clã Sakya.
A tradição diz (mas não prova) ainda que ele teve uma vida muito boa e "feliz" dentro das propriedades de sua família. Ele teve de tudo: carinho, afeto, desejos satisfeitos, diversão, educação privilegiada e a possibilidade de uma esposa e um filho.
Seu pai, um rei, queria naturalmente que seguisse seus passos e governasse também aquela região da Índia. Assim, sua educação foi a de um príncipe e guerreiro, além de ser super protegido das "feiuras e negatividades do mundo real", sendo impedido de sair da propriedade familiar.
Mas ele, insatisfeito com sua situação de recluso e ignorante (das coisas do mundo), acabou conseguindo escapar algumas vezes (com um acompanhante) e ir cavalgar pelas cercanias da propriedade de sua família.
Ao faze-lo, notou quatro coisas que o chocaram muito: um homem velho, um homem doente, um homem morto e um homem pobre.
Esses encontros lhe deram muito o que refletir, já que nunca tinha visto nenhum tipo de sofrimento.
O fato é que, ainda segundo a tradição, algum tempo depois, aos 29 anos, ele decidiu sair para o mundo em busca de uma solução para o sofrimento humano.
Ao fazer isso, ele abandona seu pai, sua esposa, seu filho, seu título, sua religião, sua riqueza, seu lar, sua segurança, seu conforto, enfim tudo.
Tudo foi deixado para trás. Sua vida mudou completamente e sem exageros.
A tradição diz que ele tentou durante seis anos os mais variados métodos e gurus existentes na região para conseguir seu objetivo, ou seja acabar com o seu sofrimento, com sua ignorância.
Aos trinta e cinco anos, após abandonar a tudo e a todos, sentou-se aos pés de uma figueira e lá ficou meditando. Disse a si mesmo que só iria se levantar após ter se iluminado.
E lá ficou por algum tempo (um dia, sete dias, sete semanas, !!??). Ao desabrochar do último dia, ocorreu o que ele tanto esperava, sua iluminação.
A tradição diz que ao longo de mais 45 anos Siddharta Gautama, agora o Buddha Sakyamuni (o sábio dos Sakya), viveu propagando o que aprendeu através de discursos em várias partes da região norte-nordeste da Índia.
Com o tempo arrebanhou muitos discípulos inclusive seu pai, sua esposa, seu filho e seu primo, nos vários lugares em que esteve.
Aos 80 anos aproximadamente, falece de causas naturais e deixa mais de 500 discípulos órfãos e desamparados. A partir daí, tudo está em suas mãos, ou talvez mente, memória.
Sim, por que ninguém escreveu ou registrou nada do que foi dito em seus milhares de discursos.
O que foi feito então!??
Segundo a tradição, logo após sua morte, foi feito um primeiro concílio onde os discípulos mais avançados discutiram como fariam para preservar os conhecimentos propagados pelo Buddha.
Concluíram que a única possibilidade era a transmissão oral de tudo o que tinha sido escutado e aprendido.
Assim, foram eleitos três dentre eles (500) que por sua memória prodigiosa, guardaram tudo (!!??) o que escutaram em seus discursos. Suas memórias foram sendo então comprovadas por outros, conforme iam sendo ditas para todos.
Com isso, chegou-se a um consenso de três grupos de conhecimentos, cada um com informações equivalentes a 45 anos de discursos. Estes foram sendo transmitidos oralmente ao longo dos anos e dos séculos por gerações de monges.
Mas isso é praticamente um absurdo total. Alguém imaginar que se pode guardar na memória o equivalente a vários volumes enciclopédicos ou que esse conteúdo não vai se adulterar com o tempo.
Como isso pode ter sido possível!? Será que foi mesmo!?
O fato é que, a História (não a tradição) diz que após 500 a 600 anos mais ou menos, surgiram as primeiras "escrituras", os primeiros cânones budistas, o primeiro conjunto total dos ensinamentos registrados.
Surgem também as primeiras biografias do Buddha e do Budismo. Ou seja, eles aparecem mais ou menos na época de Jesus. A partir dessa época eles vão sendo comentados, refletidos e re-escritos em vários idiomas.
Mas a questão é: seriam esses ensinamentos algo sério, com conteúdo e consistência filosóficos, à prova do tempo, das culturas, das guerras, dos reis, dos bárbaros, dos acadêmicos, dos intelectuais, dos eruditos ou seriam algo confuso, distorcido, e com sentido perdido ao longo dos mais de 500 anos de transmissão oral!!?
A resposta, pasmem senhoras e senhores, é sim, há uma consistência, uma coerência e uma lógica que não podem ser refutados. Mesmo em nossa sociedade super materialista, hedonista, irônica e cética.
Apesar disso tudo e do meu próprio ceticismo (inicial), os ensinamentos do Buddha estão aí sendo admirados e estudados por filósofos, psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, historiadores, acadêmicos em geral e pelo povo comum.
Por muitos que buscam (em comum) um caminho, uma solução para suas agonias interiores, suas vidas ignorantes de sofrimento, de excessos, de distrações, de apegos, de medos, de raivas, de ódios, de preconceitos, de falta de amor para dar, de falta de amor recebido, enfim de falta ou de excesso.
Para quem se interessar, lá estão eles, seus ensinamentos, sobreviventes por tantos séculos, através de tantos acontecimentos nefastos e problemas que ocorreram em vários dos países em que ele (o budismo) se encontra enraizado.
Esse é um fato. Um fato histórico, não se pode negar. Como pode acontecer, não sei. Só posso conjecturar que precisou da ajuda e do trabalho de muitas (milhares) de pessoas que, com amor, esforço, disciplina, fé, foco, sabedoria e persistência, venceram o impossível.
É por aqui que eu fico, que eu paro.
Espero um dia poder compreender!!
Beijos, paz e amor a todos.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Sr.V
Boa tarde amigos deste universo, que agora, segundo alguns físicos, pode ser rebaixado a um mero participante de um conjunto maior denominado Multiverso. É mais um duro golpe para o nosso querido Ego. Um dia ele descansará em paz.
Ao som do inesquecível Rei Escarlate (KIng Crimson), nos seus álbuns Island e Red, escrevo algumas passagens da vida atribulada e interessante de um certo Sr. V.
Faz-se notar que os acontecimentos desta narrativa são subsequentes aos daquela intitulada "Viagem".
Façamos então da sua, a nossa viagem.
Ele sempre achou que tinha o controle de sua vida. Na verdade, sabia que isso era impossível, que estava fora do alcance dos seres humanos.
Ao som do inesquecível Rei Escarlate (KIng Crimson), nos seus álbuns Island e Red, escrevo algumas passagens da vida atribulada e interessante de um certo Sr. V.
Faz-se notar que os acontecimentos desta narrativa são subsequentes aos daquela intitulada "Viagem".
Façamos então da sua, a nossa viagem.
Ele sempre achou que tinha o controle de sua vida. Na verdade, sabia que isso era impossível, que estava fora do alcance dos seres humanos.
Mas, de alguma forma, o Sr.V. achava que controlava algumas coisas num certo nível, o que já lhe dava uma sensação boa. Uma sensação de certa superioridade (mas não dizia para ninguém), uma certo orgulho de que estava vivendo do jeito correto.
Enfim, ele se achava um pouco superior aos outros. Achava que já conhecia e compreendia as coisas que eram necessárias para o bem viver e o bem conviver.
No entanto, de fato já tinha vivido um bom tanto de sua vida, tinha passado por várias experiências de relacionamento e de aprendizado. Já estava entrando numa fase em que se começa a prestar mais atenção às coisas que vem de dentro, coisas que, de repente parecem assumir uma importância bem maior do que no passado.
Prestava mais atenção aos seus sentimentos, às sensações mais interiores, a alguns de seus pensamentos mais estranhos. Procurava compreende-los, descobrir algo a mais sobre o seu significado.
Era isso afinal, o significado das coisas, de tudo que lhe acontecia na vida, passou lentamente a ter mais importância, a lhe despertar um interesse cada vez maior.
A rapidez com que a vida passava, o real sentido da vida e de sua existência passou a lhe interessar cada vez mais.
Seu modo mais natural de buscar a compreensão das coisas novas era através da profunda reflexão racional, da comparação de seus resultados com referências já existentes e da busca de informações vindas da experiência e da sabedoria de certos seres humanos que tinham alcançado reconhecida maestria.
Assim, era uma pessoa com a mente treinada para buscar suas respostas no mundo racional, filosófico e científico.
Mas, além disso, sempre teve uma parte de si (não desenvolvida, mas forte) que lhe dizia que nem tudo era visível ou passível de compreensão com os instrumentos e estratégias racionais. Que havia algo mais além do poder do microscópio ou do telescópio.
Mas nada disso o havia preparado para as experiências que estava tendo há já algum tempo.
Já fazia algumas semanas que, querendo ou não, após adormecer, se via saindo do seu corpo físico (deixado na cama) e flutuando ou caminhando suavemente, percorria sua casa através das paredes ou das portas. Às vezes saia para fora só para ver como as coisas estavam e percebia que elas estavam do jeito que sempre estiveram, todas no mesmo lugar deixado antes.
No entanto, havia uma diferença sutil no modo como as via, ou seja, na visão que tinha das coisas físicas. Estas pareciam como normalmente aparecem em sonhos muito reais, muito vívidos. Mais vivas, coloridas ou realçadas, se é que as palavras podem descrever a realidade percebida.
Outra percepção clara era que se sentia como que mais leve ou menos denso, se é que poderia falar dessa forma. De fato, acontecia que ao dar um "pulinho", saia flutuando, podendo inclusive voar por uma certa distância.
Isso era muito desconcertante, embora maravilhoso em termos de sensação. Sua mente treinada, sua razão não conseguiam "dizer" nada, concluir nada, pois não tinham referências, não tinham como "tranquilizá-lo" à moda do "ah, isso aqui é assim por isto e por aquilo". Parecia não haver causa material ou real para aquele efeito. Podia-se apenas perceber e vivenciar os eventos, sem classificá-los ou criticá-los.
Entretanto, sabia que sua consciência estava ali presente, que sua mente era sua mente, a mesma de sempre. No entanto sua compreensão, sua atenção e seu poder de observação pareciam estar maximizados, como em estado de alerta. E não era para menos.
Até hoje ainda não tinha ido muito longe de sua casa. Ficava nas proximidades tentando explorar "o já conhecido", "o já visto", mas agora de um outro ângulo. As coisas eram as mesmas, porém as via de um modo um pouco diferente.
E as pessoas!? Tinha tido "contatos"com as pessoas de sua casa e percebera que seus "outros corpos" (não sabia como chamá-los) também vagavam pela casa, fazendo coisas costumeiras do dia-a-dia, mas estavam como que adormecidas ou inconscientes.
Ele conversara com elas, disse-lhes para acordar e vir com ele passear lá fora, flutuar e voar até outros lugares. Mas elas ficavam como que incrédulas, indiferentes e até ranzinzas, como que amortecidas e condicionadas a fazer as coisas que sempre faziam.
Assim, percebeu que a maioria das pessoas parecia não estar experienciando esta "viagem" como ele. Será que haveria alguém mais capaz de realizar essa "viagem". Ainda não havia visto ninguém "flutuando" como ele era capaz. Mas sabia intuitivamente que deveria haver outros com a mesma "capacidade". Não sabia ainda se queria encontra-los ou não. Conversar com eles, trocar experiências parecia ser uma coisa interessante e atrativa.
Era quase com uma outra vida, num outro papel, outro personagem. Não muito diferente, mas podendo ser diferente, apreender novos conhecimentos, ter outros relacionamentos, enfim viver uma outra realidade.
Mas esta nova realidade podia ter outras regras, outros modos de se relacionar com as coisas e com os outros seres. Teria que aprender a reconhece-los e usá-los. Poderia haver alguns limites e alguns "perigos" novos também.
Será que estava no chamado "mundo espiritual"!? Mas se estivesse, o que seria ele!? Um espírito!!? Será que veria outros espíritos!? O que o levara a aquela condição!? O que se esperava que ele fizesse!? Qual era o significado de tudo aquilo!!?
Muitas perguntas, nenhuma resposta.
Foi então que sentiu, mas do que viu, uma sombra, uma presença, uma outra consciência desperta. Sentiu um grande calafrio, mas conseguiu respirar fundo e permaneceu ali.
Aos poucos, aquela presença foi-se fazendo notar e ele foi podendo observa-la gradativamente. Com uma sombra que vai se revelando nos seus tons cinzentos, ela foi adquirindo volume e densidade, até que, por fim, estava à sua frente por inteiro.
Quando percebeu o que viu, espantou-se, mesmo tendo sido preparado. Não era para menos, pois de fato, estava diante de Si Mesmo!!
Bem, bem amigos nada permanece, tudo se transforma e nesse nosso caso, o que parece ser pode Não Ser.
Senão, vejamos...em algum momento quando a Luz incidir no ângulo correto e o pio da Coruja estiver no tom adequado, a Inspiração voltará.
Abraços de Luz e Harmonia a todos.
Que a Paz e o Amor sempre venham a seguir.
Foi-se...
Já fazia algumas semanas que, querendo ou não, após adormecer, se via saindo do seu corpo físico (deixado na cama) e flutuando ou caminhando suavemente, percorria sua casa através das paredes ou das portas. Às vezes saia para fora só para ver como as coisas estavam e percebia que elas estavam do jeito que sempre estiveram, todas no mesmo lugar deixado antes.
No entanto, havia uma diferença sutil no modo como as via, ou seja, na visão que tinha das coisas físicas. Estas pareciam como normalmente aparecem em sonhos muito reais, muito vívidos. Mais vivas, coloridas ou realçadas, se é que as palavras podem descrever a realidade percebida.
Outra percepção clara era que se sentia como que mais leve ou menos denso, se é que poderia falar dessa forma. De fato, acontecia que ao dar um "pulinho", saia flutuando, podendo inclusive voar por uma certa distância.
Isso era muito desconcertante, embora maravilhoso em termos de sensação. Sua mente treinada, sua razão não conseguiam "dizer" nada, concluir nada, pois não tinham referências, não tinham como "tranquilizá-lo" à moda do "ah, isso aqui é assim por isto e por aquilo". Parecia não haver causa material ou real para aquele efeito. Podia-se apenas perceber e vivenciar os eventos, sem classificá-los ou criticá-los.
Entretanto, sabia que sua consciência estava ali presente, que sua mente era sua mente, a mesma de sempre. No entanto sua compreensão, sua atenção e seu poder de observação pareciam estar maximizados, como em estado de alerta. E não era para menos.
Até hoje ainda não tinha ido muito longe de sua casa. Ficava nas proximidades tentando explorar "o já conhecido", "o já visto", mas agora de um outro ângulo. As coisas eram as mesmas, porém as via de um modo um pouco diferente.
E as pessoas!? Tinha tido "contatos"com as pessoas de sua casa e percebera que seus "outros corpos" (não sabia como chamá-los) também vagavam pela casa, fazendo coisas costumeiras do dia-a-dia, mas estavam como que adormecidas ou inconscientes.
Ele conversara com elas, disse-lhes para acordar e vir com ele passear lá fora, flutuar e voar até outros lugares. Mas elas ficavam como que incrédulas, indiferentes e até ranzinzas, como que amortecidas e condicionadas a fazer as coisas que sempre faziam.
Assim, percebeu que a maioria das pessoas parecia não estar experienciando esta "viagem" como ele. Será que haveria alguém mais capaz de realizar essa "viagem". Ainda não havia visto ninguém "flutuando" como ele era capaz. Mas sabia intuitivamente que deveria haver outros com a mesma "capacidade". Não sabia ainda se queria encontra-los ou não. Conversar com eles, trocar experiências parecia ser uma coisa interessante e atrativa.
Era quase com uma outra vida, num outro papel, outro personagem. Não muito diferente, mas podendo ser diferente, apreender novos conhecimentos, ter outros relacionamentos, enfim viver uma outra realidade.
Mas esta nova realidade podia ter outras regras, outros modos de se relacionar com as coisas e com os outros seres. Teria que aprender a reconhece-los e usá-los. Poderia haver alguns limites e alguns "perigos" novos também.
Será que estava no chamado "mundo espiritual"!? Mas se estivesse, o que seria ele!? Um espírito!!? Será que veria outros espíritos!? O que o levara a aquela condição!? O que se esperava que ele fizesse!? Qual era o significado de tudo aquilo!!?
Muitas perguntas, nenhuma resposta.
Foi então que sentiu, mas do que viu, uma sombra, uma presença, uma outra consciência desperta. Sentiu um grande calafrio, mas conseguiu respirar fundo e permaneceu ali.
Aos poucos, aquela presença foi-se fazendo notar e ele foi podendo observa-la gradativamente. Com uma sombra que vai se revelando nos seus tons cinzentos, ela foi adquirindo volume e densidade, até que, por fim, estava à sua frente por inteiro.
Quando percebeu o que viu, espantou-se, mesmo tendo sido preparado. Não era para menos, pois de fato, estava diante de Si Mesmo!!
Bem, bem amigos nada permanece, tudo se transforma e nesse nosso caso, o que parece ser pode Não Ser.
Senão, vejamos...em algum momento quando a Luz incidir no ângulo correto e o pio da Coruja estiver no tom adequado, a Inspiração voltará.
Abraços de Luz e Harmonia a todos.
Que a Paz e o Amor sempre venham a seguir.
Foi-se...
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Eu sou....(2)
Olá amigos cibernéticos, amigos buscadores.
Como sempre ouvindo algo inspirador e climático. Desta vez, os ótimos Harold Budd & Robin Guthrie no álbum Bordeaux. Maravilhas típicas do Nirvana.
É uma linda tarde desse nosso inverno generoso. A temperatura é amena, o céu está aberto e lindamente azul. Eu diria um ótimo dia para a prática da vida.
É, mas aqui estou eu (ou EU) meio que sonolento e algo letárgico. Aquela sensação gostosa de "me deixe aqui que estou curtindo uma molezinha".
É aquela preguicinha, que todo o mundo (sem exagero!!) reconhece. É uma das características mais unânimes do gênero humano.
Naturalmente, como sempre, o que falo aqui tem relação com a minha própria experiência. Então, trata-se da minha preguiça, da minha moleza, da minha inércia em iniciar e persistir nas atividades.
A preguiça me pega física ou mentalmente. Torna difícil qualquer início de nova atividade, principalmente se for (vista por mim como) um desafio. Sempre que há um esforço a ser colocado em alguma atividade, ou que é necessária uma persistência e uma disciplina, lá está ela me perturbando a cabeça.
"Prá que fazer isso!!? Não precisa fazer mais, pode parar! Chi, isso está muito difícil! Acho que vou fazer algo mais fácil!"
A Filosofia, a Religião e a Ciência já falaram da preguiça/inércia de uma forma ou de outra.
A última, através de Newton (um dos seus maiores Gênios), definiu a Inércia como sendo a característica que toda a matéria (tudo que tem massa ou átomos, ou seja, TUDO) tem, de permanecer no estado em que se encontra. E, de preferência num estado de mínima energia necessária para se estar.
A famosa lei do Mínimo Esforço, conhecem não é!!?
E, para sair desse estado, é preciso que uma certa força (energia) seja exercida (interna ou externamente) na matéria. E quanto maior a sua massa, maior será a força necessária para move-la.
Faz sentido, não faz!!? Conhecemos e aceitamos essa definição intuitivamente, certo!?
Já a Filosofia/Religião definiu algo chamado de Acídia, que seria mais geral do que a preguiça pois sua atuação de nos manter parados ou alheios (inconscientes, apáticos) se aplica a todos os níveis de atuação humana, ou seja, físico, mental, psicológico e espiritual.
Ou seja, você não se liga em nada, não pensa com atenção focada em nada, não quer fazer nada que exija um mínimo de esforço/disciplina e prefere ficar quieto onde está.
Esse estado (tornando-se um modo de vida) pode levar à letargia, ao embotamento mental, à superficialidade, à confusão mental, à falta de educação, à falta de consideração e respeito com o outro, à busca insaciável de prazer ou de paixão, à lei do mínimo esforço como plano de vida, à melancolia, ao vazio total e à depressão.
Ou seja, trata-se de um estado bem pernicioso e bastante forte e arraigado ao interior humano. É forte no ser humano e na natureza, porque por fim tudo tende à aparente desordem e transformação final.
E também porque a nossa tendência final é a lentidão dos processos interiores e exteriores até chegar à parada total (morte). Portanto, a parada está lá dentro de nós latente, em potencial.
Mas, antes de lá chegarmos, há muito que viver, que ver, que aprender, que criar, que amar, que Ser, que Estar, etc, etc. Mas, para que tudo isso possa acontecer, temos que vencer diariamente a nossa conhecida tendência natural.
No caso da minha preguiça, conheço bem quando ela começa a agir e qual é o seu processo de desenvolvimento. Às vezes eu luto (esforço, disciplina, energia) e a venço. Às vezes, eu me deixo levar pelas ondas do ócio.
Como diriam muitos (eu mesmo...), é assim mesmo, não esquenta não, está tudo certo, etc. Pode ser que sim, mas eu acho que sempre ou como modo de vida não está certo não. Aliás creio que tem de ser o oposto.
Acredito que devemos nos manter alertas, atentos, conscientes e buscadores do significado do momento. De cada um deles. Cada um deles, como já se disse mil vezes, é único e precioso. Além de potencialmente infinito em tudo.
O significado do momento é tudo o que temos neste mundo e ele pode nos levar à nossa realização maior, nossa Individuação, nossa Iluminação, ou o que quer seja.
Sabemos disso porque existem exemplos de seres bem acima da média desde sempre à nossa volta em todos os aspectos, físico, mental e espiritual.
Para isso, naturalmente, precisamos nos esforçar sempre, buscarmos a disciplina e o treinamento da mente no sentido da consciência desperta, do melhor a ser feito, do mais correto e ético, do mais generoso e amoroso.
Mas, eu faço isso!?? Não sempre. Não sempre!!? Então, talvez na maioria das vezes!? Também creio que não! Não consigo, não me é possível ainda. Não consigo nem forçando a barra.
Vigiar, meditar, trabalhar e esperar. Só esse mantra resolve a questão da vida enquanto evolução/expansão da consciência.
Portanto há uma busca a ser feita. Não nos enganemos. Ela existe mesmo. Se não for agora, terá que ser na outra volta do parafuso.
Bem, bem, bem amiguinhos, isso é apenas o que eu (não tão humildemente) penso e vivo.
É grande a minha satisfação em poder me expressar dessa forma para vocês.
Um grande abraço, amoroso e caloroso, a todos.
Deixo com vocês um presente na imagem abaixo, uma das mais lindas que já fiz. Que expressa a pureza, a delicadeza, a beleza e o amor da Vida. Da vidinha no caso.
Paz profunda e amor a todos vocês meus amigos.
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